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sexta-feira, 18 de junho de 2021


O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.

A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?

A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...

A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.

A moça arregalou os olhos, fez exclamações. O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.  

Manuel Bandeira

quinta-feira, 17 de junho de 2021

 

(...) Os grandes amores são assim mesmo, eles nos dão o caminho da emoção, mas os sentimentos de verdade são apenas nossos, ninguém copia, ninguém leva, ninguém divide...

Tati Bernardi

sábado, 5 de junho de 2021

 

(...) Já vivi muito e parece que encontrei o que é necessário para ser feliz: uma vida pacata, na solidão do nosso lugarejo, podendo fazer o bem para as pessoas ao redor, pois é tão fácil fazer o bem a essas pessoas tão carentes; e, depois, há o trabalho, que traz tantos benefícios; e o descanso, a natureza, os livros, a música, o amor ao próximo – é essa a minha felicidade, nunca sonhei com nada maior que isso.
 
— Liev Tolstoy, no livro "A Felicidade Conjugal".

 Em outras palavras, sentia-me como um veleiro

Sempre navegando

Mas nunca desembarcando.

- C.B.Santos

 

(...) Mas não quero resposta, quero ficar só. Gosto muito das pessoas mas essa necessidade voraz que às vezes me vem de me libertar de todos. Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentos e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e quando vejo a alegria está instalada em mim.
 
— Lygia Fagundes Telles, no livro "As Meninas". (Ed. Cia das Letras; 1.ª edição [2009]).

 

Sou tranquilo, não temperamental;
Modesto, mas com autoconfiança;
Mutável, e "idem semper", sempre igual;
Paciente, mas não fã da temperança;
Alegre, mas por vez sentimental.
 
— Lord Byron, no livro "Don Juan 

 

(...) É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito.
 
 
— Vincent van Gogh, no livro "Cartas a Théo: Antologia". (L&PM Editores; 1.ª edição [1997]).

 

(...) As coisas têm vida própria. Tudo é questão de despertar a sua alma.
 
 
— Gabriel García Márquez, no livro "Cem Anos de Solidão". (Editora Record; 28.ª edição [1985]).

 Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular